22/Apr/2026
De acordo com projeções do relatório China Agricultural Outlook (2026-2035), divulgado pelo governo chinês na segunda-feira (20/04), a China, maior importador mundial de soja, prevê reduzir as compras de soja em 21,5% até 2035 com base no volume internalizado projetado para este ano. O país asiático estima importar 82,55 milhões de toneladas em 2035, queda de 21,5% ante as compras do exterior previstas para este ano, com uma redução média anual de 2,4% nas aquisições da oleaginosa. Embora diminua gradualmente o volume importado, o país asiático tende a permanecer como maior importador global do grão em 2035 e dependente das compras externas para abastecimento local. Apesar da manutenção da dependência externa no fornecimento de soja, a China prevê reduzir gradualmente as importações da oleaginosa com aumento de produtividade e políticas públicas de estímulo à produção nacional.
Com isso, as importações chinesas do grão tendem a entrar em trajetória de queda ao longo da próxima década. O relatório aponta também que a diversificação de origens será uma prioridade estratégica do país, com o objetivo de aumentar a segurança da cadeia de suprimentos. A produção chinesa de soja ficou estável em 20,91 milhões de toneladas no ano passado, 1,3% superior na comparação anual com a área plantada acima de 10 milhões de hectares. O volume importado de soja pelo país cresceu 6,5% no último ano, para 111,83 milhões de toneladas. Para este ano, a produção nacional é estimada em 21,08 milhões de toneladas, alta anual de 0,8%, impulsionada por adoção de maior nível de tecnologia nas lavouras, como sementes de qualidade superior. Em contrapartida, as compras externas de soja pelo país asiático devem iniciar movimento de inflexão, com recuo estimado em 6,1% no volume importado ante 2025.
Até 2035, a previsão é de que a área plantada com soja no país alcance 12,37 milhões de hectares, enquanto a produtividade média tende a subir para 2.610 Kg por hectare. Com isso, a produção total é estimada em 32,33 milhões de toneladas, com uma taxa média anual de crescimento de 4,5% em relação a 2026. Do lado da demanda, o consumo total de soja deverá se estabilizar com leve retração, atingindo 107,73 milhões de toneladas em 2035, com queda média anual de 0,3%. O movimento reflete o ajuste na produção de suínos e a diversificação das fontes de proteína na dieta chinesa. Em relação a preços, a tendência é de valorização moderada da soja no mercado doméstico chinês, ao mesmo tempo em que os preços internacionais devem permanecer voláteis, mas próximos da estabilidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.