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22/Apr/2026

Biodiesel: Brasil defende Agro e biocombustíveis na UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (20/04), o agronegócio brasileiro e a produção de biocombustíveis em agenda internacional, destacando a compatibilidade entre segurança alimentar e transição energética. A posição foi apresentada durante encontro econômico entre Brasil e Alemanha, em Hannover, com foco na ampliação de investimentos e na redução de barreiras comerciais. A avaliação técnica indica que há questionamentos internacionais baseados em premissas consideradas inconsistentes sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos. O posicionamento brasileiro sustenta que não há substituição de áreas destinadas à produção alimentar por culturas voltadas à energia, mantendo a expansão simultânea dos dois segmentos.

O Brasil também reafirma que não há avanço da produção de biocombustíveis sobre biomas sensíveis, como Amazônia e Mata Atlântica, destacando a adoção de práticas sustentáveis e o uso de áreas já consolidadas. A análise aponta ainda a existência de descompasso entre avaliações externas e as condições reais do sistema produtivo nacional. No âmbito das relações com a União Europeia, o governo brasileiro sinaliza preocupação com propostas regulatórias e mecanismos unilaterais de mensuração de emissões de carbono que não consideram as características da matriz energética brasileira, baseada em fontes renováveis. A avaliação é de que tais medidas podem restringir o acesso a mercados e limitar a oferta de energia limpa em um contexto de necessidade de descarbonização, especialmente no setor de transporte europeu.

A agenda bilateral inclui ainda a ampliação de cooperação em setores estratégicos, como minerais críticos e terras raras, considerados essenciais para a transição energética e digital. O Brasil sinaliza intenção de ampliar a exploração desses recursos com foco no desenvolvimento interno, evitando modelos concentrados exclusivamente no atendimento à demanda externa. No contexto econômico, o posicionamento reforça a estratégia de inserção internacional do País, com ênfase na agregação de valor, na diversificação produtiva e no fortalecimento de cadeias ligadas à energia renovável e ao agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.