20/Apr/2026
Os contratos futuros de soja operam há semanas em uma faixa estreita na Bolsa de Chicago, sem conseguir definir direção, enquanto a China ainda não sinaliza compras da nova safra norte-americana e as vendas semanais dos Estados Unidos seguem em nível fraco. O mercado aguarda novas informações para sair desse impasse. O mercado está se consolidando. Vai de uma ponta à outra da faixa a cada dois ou três dias, mas sem direção de longo prazo, por enquanto.
O contrato novembro da soja oscila entre US$ 11,31 e US$ 11,64 por bushel, com vendas perto das máximas e compras próximas das mínimas. As vendas líquidas semanais de soja norte-americana somaram apenas cerca de 245 mil toneladas, na semana encerrada em 9 de abril, queda de 16% ante a semana anterior e de 39% em relação à média das quatro semanas anteriores, com o Egito como principal comprador. A China não adquiriu volumes adicionais de soja da safra velha além do que já havia comprado, totalizando cerca de 12 milhões de toneladas. É preciso ver a China começar a comprar soja da nova safra dos Estados Unidos.
Nos últimos anos, a China tem chegado cada vez mais tarde para iniciar essa programação. O ponto de atenção para as próximas semanas é a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para maio. A meta de 8 milhões de toneladas adicionais de soja que Trump havia pedido publicamente à China parece cada vez mais distante. Com tudo que está acontecendo no Oriente Médio e o impacto que isso tem sobre a energia chinesa, há dúvidas sobre o resultado deste encontro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.