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20/Apr/2026

EUA: foco do mercado na sustentação do derivado

O Estreito de Ormuz voltou a operar na sexta-feira (17/04) pela primeira vez em sete semanas, e cerca de 700 mil toneladas mensais de ureia que passavam pela rota devem começar a fluir novamente em 30 a 45 dias, a depender da extensão dos danos às instalações do Golfo Pérsico. Os desdobramentos sobre a produção agrícola global ainda levarão meses para ser dimensionados. Na soja, o foco principal está na sustentação do óleo, mesmo com o recuo recente provocado pela queda do petróleo. O mercado ainda pode ver uma correção no óleo de soja em meio ao alívio geopolítico, mas o espaço para baixa parece limitado enquanto seguirem firmes referências concorrentes como o sebo bovino brasileiro e outros óleos no mercado internacional. A fraqueza tende a se concentrar mais no farelo do que no óleo. Não há um argumento baixista para o óleo no longo prazo, embora possa haver uma correção.

As margens de esmagamento da soja nos Estados Unidos seguem positivas, ainda que abaixo dos picos recentes, girando pouco abaixo de US$ 3,00 por bushel, com a participação do óleo no valor total do esmagamento na faixa de 53% a 54%. Os Estados Unidos não terão óleo de soja suficiente para atender sozinhos às metas de mistura associadas à proposta recente da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), o que também limita uma queda mais forte do derivado. Já o farelo tende a enfrentar um quadro mais pressionado. A AgResource estima a safra de soja da Argentina em 52 milhões de toneladas e avalia que o avanço da colheita, favorecido por clima mais seco a partir desta semana, deve ampliar a oferta de farelo ao mercado.

Parte da fraqueza desse derivado ainda depende do desenrolar dos spreads e da aproximação do primeiro dia de notificação do contrato maio, mas a direção fundamental é mais baixista para o farelo do que para o óleo. No pano de fundo da soja, os Estados Unidos seguem com vendas externas fracas e a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 14 e 15 de maio, permanece no radar do mercado, junto com a oferta robusta de milho na América do Sul e a continuidade dos ajustes no prêmio de risco de guerra após a queda do petróleo para a mínima de seis semanas, perto de US$ 80,00 por barril no WTI. Com a reabertura de Ormuz, os analistas esperam que os fundamentos tradicionais voltem ao centro da formação de preços nas próximas sessões, com atenção ao plantio nos Estados Unidos, às produtividades do milho argentino e ao tamanho efetivo das safras sul-americanas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.