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17/Apr/2026

Brasil: processamento pode bater recorde em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 para 62,2 milhões de toneladas, ante 61,5 milhões estimados anteriormente, representando alta de 1,1% na revisão mensal. Caso confirmada, a marca estabelecerá novo recorde para o esmagamento no País, com avanço de 6,0% em relação às 58,698 milhões de toneladas registradas em 2025. O ajuste no processamento foi acompanhado por revisão positiva na produção de derivados. A estimativa de produção de farelo passou de 47,4 milhões para 47,9 milhões de toneladas, alta de 1,1%, enquanto a produção de óleo de soja foi elevada de 12,35 milhões para 12,5 milhões de toneladas, com incremento de 1,2%.

A projeção para a safra total foi mantida em 177,847 milhões de toneladas, volume 3,7% superior às 171,481 milhões de toneladas do ciclo anterior. Nas exportações, a estimativa de embarques de soja em grão foi revisada de 111,5 milhões para 113,6 milhões de toneladas, alta de 1,9% frente ao relatório anterior e avanço de 5,0% sobre as 108,181 milhões de toneladas exportadas em 2025. As exportações de farelo permaneceram em 24,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo foram ajustadas de 1,5 milhão para 1,55 milhão de toneladas, crescimento de 3,3%. Do lado da oferta, a projeção de importação de soja foi elevada de 800 mil para 900 mil toneladas, avanço de 12,5%. As importações de óleo e farelo foram mantidas em 125 mil e 1 mil toneladas, respectivamente.

No mercado interno, o consumo de farelo foi revisado de 20,3 milhões para 20,6 milhões de toneladas, alta de 1,5%, enquanto o consumo de óleo passou de 10,8 milhões para 10,9 milhões de toneladas, com incremento de 0,9%. Em relação aos estoques, a estimativa inicial de soja foi mantida em 6,815 milhões de toneladas, enquanto o estoque final foi reduzido de 9,462 milhões para 6,762 milhões de toneladas, queda de 28,5%, refletindo o maior volume destinado ao processamento e às exportações. Para o farelo, o estoque final foi elevado de 4,596 milhões para 4,796 milhões de toneladas, alta de 4,4%, enquanto o estoque de óleo foi mantido em 836 mil toneladas. O aumento do processamento reforça a conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado, com impactos sobre a oferta interna, o suprimento alimentar e a matriz energética, além de reduzir a disponibilidade final de grãos no mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.