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16/Apr/2026

Mercado foca plantio nos EUA e custos no Brasil

Segundo o Itaú BBA, o mercado de soja direciona as atenções para o avanço do plantio nos Estados Unidos e para o aumento dos custos de produção da safra 2026/27 no Brasil, em um contexto de oferta global ainda elevada e maior cautela nas decisões de investimento. No cenário internacional, o curto prazo permanece favorável ao desenvolvimento da safra norte-americana. A estimativa indica área de 34,3 milhões de hectares nos Estados Unidos para 2026/27, alta de 4% em relação ao ciclo anterior. As condições climáticas iniciais são consideradas positivas, com previsão de boa distribuição de chuvas no Meio Oeste nas próximas semanas, fator que tende a favorecer o plantio. A manutenção de condições climáticas adequadas ao longo de junho e julho será determinante para o potencial produtivo.

O balanço global segue confortável, com projeção de produção de 427 milhões de toneladas em 2025/26, consumo de 426 milhões e estoques finais de 125 milhões de toneladas. Esse quadro limita movimentos mais expressivos de alta nas cotações internacionais, na ausência de problemas climáticos relevantes ou mudanças significativas na demanda. No Brasil, o foco se desloca para o custo de implantação da próxima safra. As compras de fertilizantes para 2026/27 seguem desaceleradas, com cerca de 38% do volume negociado até o fim de março, abaixo da média de cinco anos de 51%. O encarecimento dos insumos, associado ao cenário internacional, e a piora da relação de troca têm levado os produtores a uma postura mais cautelosa.

A formação de preços no mercado doméstico continua condicionada à interação entre as cotações em Chicago, o câmbio e os prêmios de exportação, com repasses limitados ao mercado físico. No início de abril, o comportamento foi de volatilidade, com viés pressionado, refletindo a ampla oferta global e a menor competitividade das exportações norte-americanas frente ao Brasil. A valorização do real também reduziu a sustentação das cotações em moeda local. Março registrou alta de 4,3% nas cotações na Bolsa de Chicago, para US$ 11,72 por bushel, enquanto em Sorriso (MT) o preço avançou 1,8%, para R$ 101,40 por saca de 60 Kg. As exportações brasileiras somaram 14,5 milhões de toneladas no mês, elevando o acumulado do ano até março para 23,5 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.