10/Apr/2026
Segundo a Standard Grain, os contratos de soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago registraram recuperação após queda inicial provocada pelo recuo superior a 16% do petróleo, em meio ao cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O movimento de baixa perdeu força ainda na mesma sessão, com recomposição parcial das cotações, indicando sustentação por parte de fundos de investimento com posições compradas em grãos. O ambiente geopolítico segue como fator de suporte, com incertezas sobre a manutenção do cessar-fogo, negociações previstas no Paquistão e restrições no Estreito de Ormuz, ainda sem normalização do fluxo. Esse contexto limita a formação de tendência baixista mais consistente para as commodities. Do lado dos fundamentos, a demanda externa por milho dos Estados Unidos permanece firme, com vendas semanais de 1,36 milhão de toneladas na semana encerrada em 2 de abril, além de compras adicionais de 136 mil toneladas pela Coreia do Sul.
Para a soja, as vendas semanais totalizaram 295,4 mil toneladas, dentro das expectativas. A oferta sul-americana exerce pressão sobre o milho, com a Bolsa de Comércio de Rosário elevando a estimativa da safra argentina para 67 milhões de toneladas, volume recorde e 34% superior ao ciclo anterior. Para a soja, a projeção foi mantida em 48 milhões de toneladas, com redução de área compensada por maior produtividade, estimada em 30,3 quintais por hectare. No trigo, a atenção permanece voltada ao clima nas planícies dos Estados Unidos, com previsões de chuva menos consistentes e níveis de umidade entre 10% e 20% do normal em áreas relevantes, como oeste do Kansas e Colorado. No câmbio, o dólar recuou 0,8%, no movimento mais intenso desde janeiro, reduzindo a pressão sobre commodities, embora a correlação entre moeda norte-americana e preços agrícolas tenha perdido força nos últimos anos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.