09/Apr/2026
O mercado de soja registrou pressão nas cotações do óleo nesta quarta-feira (08/04), após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que reduziu o prêmio de risco geopolítico e provocou queda nos preços da energia. O óleo de soja foi o derivado mais impactado no complexo, acompanhando a desvalorização do petróleo nos mercados internacionais. Ainda assim, o recuo tende a ser limitado pela demanda estrutural por biocombustíveis nos Estados Unidos, que segue firme e sustenta o consumo do produto. No curto prazo, o movimento é atribuído à correção do mercado de energia, mas o cenário abre espaço para oportunidades de compra por parte da indústria de esmagamento, diante da perspectiva de continuidade da demanda por biodiesel e diesel renovável. No Hemisfério Sul, as condições de oferta permanecem relativamente confortáveis.
Na Argentina, 88% das lavouras apresentam umidade adequada. No Brasil, a colheita atingiu 82% da área, avanço em relação aos 75% da semana anterior, embora ainda abaixo dos 87% registrados no mesmo período do ano passado. No comércio exterior, os embarques brasileiros de soja somaram 14,5 milhões de toneladas em março, abaixo das estimativas do mercado, que variavam entre 15,7 milhões e 16,3 milhões de toneladas, e ligeiramente inferiores às 14,6 milhões de toneladas exportadas em março de 2025. Apesar do alívio geopolítico, parte dos efeitos da crise no Estreito de Ormuz ainda persiste, especialmente no mercado de fertilizantes. A interrupção logística também implicou perda de dias de produção, fator que pode manter pressão sobre a oferta e os preços dos insumos no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.