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08/Apr/2026

Bolsa de Chicago: guerra e petróleo não sustentam altas

Segundo a AgResource, os preços da soja na Bolsa de Chicago mantêm-se próximos aos níveis do fim de fevereiro, apesar do conflito no Oriente Médio, da alta do petróleo e da entrada expressiva de capital especulativo. A oferta global ainda apresenta fundamentos confortáveis, o que limita repiques mais acentuados nas cotações. Mesmo com posições especulativas elevadas, a soja está levemente abaixo do patamar do início do conflito, enquanto milho e trigo registraram avanços limitados.

O fluxo financeiro não tem alterado significativamente os preços, e produtores têm aproveitado repiques para vender no físico, ajudando a conter altas adicionais. No caso do milho, a 2ª safra brasileira de 2026 apresenta perspectivas robustas, com chuvas adequadas no Centro-Oeste até 20 de abril garantindo produtividade dentro ou acima da tendência. Na Argentina, a produção também deve ser expressiva, ampliando a oferta sul-americana do grão neste ano.

Para o trigo, há maior heterogeneidade: o trigo vermelho duro de inverno nos Estados Unidos enfrenta estresse, enquanto o vermelho mole e a produção global seguem em níveis amplos. No Norte da África, especialmente em Marrocos e Argélia, as colheitas devem ser significativas, e a Rússia mantém quadro favorável para o trigo de inverno. O risco geopolítico influencia mais os mercados de 2027 do que a safra atual, destacando que os fundamentos dos grãos diferem dos fundamentos do petróleo e devem manter os preços relativamente estáveis no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.