07/Apr/2026
Segundo a StoneX, a soja mantém trajetória de valorização no mercado internacional, sustentada pela demanda por óleo vegetal nos Estados Unidos após a divulgação dos volumes obrigatórios de mistura de biocombustíveis (RVOs), reforçando o uso na produção de diesel renovável e dando suporte ao esmagamento. O fortalecimento do complexo soja ocorre mesmo em um ambiente de elevada incerteza geopolítica, com o mercado atento aos desdobramentos no Oriente Médio. A evolução do conflito tende a influenciar diretamente os preços de grãos, energia e fertilizantes no curto prazo, podendo reduzir o prêmio de risco em caso de acordo ou intensificar a demanda física em um cenário de escalada.
Milho e trigo apresentam comportamento distinto, com maior dificuldade de valorização diante da concorrência internacional e da oferta disponível. O milho dos Estados Unidos perde competitividade frente ao produto argentino, enquanto a safrinha brasileira, em fase inicial de polinização, apresenta condições favoráveis de desenvolvimento. No Brasil, a comercialização avança de forma gradual, limitando movimentos mais intensos de alta. No mercado de fertilizantes, o conflito pressiona os preços, especialmente dos nitrogenados, devido à dependência do gás natural como insumo produtivo. A realização de licitações para compra de grandes volumes de ureia sinaliza preocupação com restrições de oferta e preços mais elevados à frente, reforçando a pressão altista global.
O cenário geopolítico segue como principal vetor de risco, com impactos potenciais sobre fluxos logísticos e energéticos globais. A manutenção de restrições no Estreito de Ormuz pode intensificar a volatilidade, afetando diretamente cadeias de suprimento e custos de produção. No ambiente macroeconômico, indicadores recentes dos Estados Unidos apontam geração de empregos e estabilidade no mercado de trabalho, enquanto as atenções se voltam para os dados de inflação e para o relatório mensal de oferta e demanda agrícola, que deve trazer ajustes pontuais nas projeções de soja, milho e trigo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.