02/Apr/2026
Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago encerraram em leve baixa nesta quarta-feira (1º/04), pressionados pelo recuo do óleo de soja, que perdeu mais de 2% após acumular alta superior a 11% em março, e pelo desempenho do petróleo. O vencimento maio da soja em grão caiu 2,50 cents (0,21%), e fechou a US$ 11,68 por bushel.
Na sessão anterior, a oleaginosa havia registrado alta em função de estimativa de área plantada nos Estados Unidos abaixo do esperado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou semeadura de 34,28 milhões de hectares, acima dos 32,87 milhões de hectares da safra anterior, porém inferior à expectativa de analistas, que indicavam 34,59 milhões de hectares. Operadores consideram que a área de soja ainda pode crescer caso o aumento nos custos de fertilizantes reduza o plantio de milho.
A elevação dos preços de fertilizantes, que impacta mais o milho devido à dependência de nitrogenados produzidos a partir de gás natural, tende a favorecer a soja, que demanda menos insumos nitrogenados. Além disso, a ampla oferta brasileira no mercado de exportação pressionou as cotações. O Brasil deve embarcar 15,86 milhões de toneladas de soja em março, alta de 0,8% ante 15,73 milhões de toneladas registradas em março de 2025.