01/Apr/2026
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a intenção de plantio de soja para 2026 em 34,3 milhões de hectares, abaixo da média de mercado de 34,6 milhões de hectares. O contrato de novembro na Bolsa de Chicago fechou a US$ 11,57 por bushel, ainda distante da resistência de US$ 12,00 por bushel. O relatório trimestral de estoques do USDA indicou reservas de 57,28 milhões de toneladas em 1º de março, acima da estimativa média de 56,53 milhões de toneladas, limitando a valorização.
A área de milho foi estimada em 38,6 milhões de hectares, acima das projeções, com os contratos encerrando em leve alta, refletindo comportamento neutro do mercado. O principal suporte à soja tem vindo do esmagamento, impulsionado pelas obrigações de volume de combustíveis renováveis para 2026 e 2027 definidas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), que alcançaram o maior nível já registrado. O setor deve operar próximo de 100% da capacidade instalada no segundo trimestre.
O mercado já incorporou essas informações, com fundos acumulando posições compradas próximas a recordes em soja, farelo e óleo, mas o potencial de realização de lucro permanece um fator de atenção. Para romper a barreira de US$ 12,00 por bushel, o mercado depende de novos catalisadores, como condições climáticas adversas nos Estados Unidos, retomada significativa das compras chinesas ou escalada geopolítica. Sem esses fatores, o mercado tende a permanecer limitado até que o avanço do plantio norte-americano forneça sinais mais concretos sobre a produção e oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.