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30/Mar/2026

Futuros de soja recuam com realização de lucros

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa na sexta-feira (27/03), refletindo movimento de realização de lucros após duas sessões consecutivas de alta, período em que o mercado acumulou ganho de 1,62%. A pressão adicional veio da ampla oferta brasileira no mercado internacional. A estimativa de exportações do Brasil em março é de 16,75 milhões de toneladas, volume 6,5% superior às 15,73 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior, reforçando a disponibilidade global e contribuindo para o recuo das cotações.

O contrato com vencimento em maio registrou queda de 14,50 cents, equivalente a 1,24%, e fechou a US$ 11,59 por bushel. No acumulado da semana passada, a variação foi negativa em 0,17%. As expectativas para a próxima safra nos Estados Unidos também exerceram influência baixista. Projeções de mercado indicam área semeada de 34,59 milhões de hectares, acima dos 32,87 milhões de hectares registrados no ciclo anterior. Em estimativa anterior, a área havia sido projetada em 34,4 milhões de hectares para a safra 2026/27, reforçando a perspectiva de aumento da produção. Mesmo diante do aumento das exigências de mistura de biodiesel nos Estados Unidos para 2026 e 2027, os preços recuaram.

O volume foi definido em 33,54 bilhões de litros para 2026 e 33,88 bilhões de litros para 2027, acima das propostas anteriores de 26,95 bilhões e 28,39 bilhões de litros, respectivamente. O óleo de soja, principal insumo na produção de biodiesel, recuou 0,90% no dia, em movimento associado à realização de lucros após antecipação do anúncio regulatório. O derivado acumula valorização de quase 9% em março e de 37% em 2026. Para atender às metas estabelecidas, a produção e o consumo de biodiesel e diesel renovável deverão crescer mais de 60% em relação aos volumes de 2025, indicando potencial de ampliação da demanda por soja no médio prazo.