27/Mar/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira (26/03) com leve valorização, sustentados por expectativas em torno de possíveis medidas de apoio ao setor agrícola nos Estados Unidos e por fatores ligados ao mercado de energia. O contrato com vencimento em maio avançou 0,17%, e fechou a US$ 11,73 por bushel. O movimento foi influenciado pela perspectiva de anúncios do governo norte-americano que podem incluir diretrizes relacionadas ao setor de biocombustíveis. O complexo soja apresentou suporte adicional com a alta do óleo de soja, que avançou mais de 1%, acompanhando a valorização do petróleo.
A expectativa de aumento nas metas de mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos reforça a demanda por óleo vegetal, principal insumo na produção de biodiesel, ampliando o suporte às cotações. Os dados de exportação dos Estados Unidos também contribuíram para a sustentação dos preços. As vendas externas da safra 2025/26 somaram 668,9 mil toneladas na semana encerrada em 19 de março, volume superior ao observado na semana anterior e acima da média recente. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 27 mil toneladas. A China respondeu por parcela relevante das aquisições, reforçando sua posição como principal demandante global.
No âmbito geopolítico, a confirmação de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em maio trouxe suporte adicional ao mercado, ao alimentar expectativas de avanço nas relações comerciais entre os dois países. Apesar dos fatores positivos, os ganhos foram limitados por expectativas de aumento da área plantada com soja nos Estados Unidos, o que pode ampliar a oferta global na próxima safra. Além disso, o ritmo das compras chinesas ainda gera incertezas, especialmente em relação à safra nova norte-americana. O cenário indica um mercado sustentado por fatores de curto prazo, como energia e política, mas ainda condicionado por fundamentos de oferta e demanda que tendem a limitar movimentos mais expressivos de alta.