27/Mar/2026
Os fundos seguem com posição líquida comprada em soja próxima a 119 mil contratos, mesmo com a perspectiva de aumento da área nos Estados Unidos para entre 85 milhões e 86,1 milhões de acres (34,40 milhões a 34,84 milhões de hectares), ante 81,2 milhões de acres (32,87 milhões de hectares) na safra anterior. A sustentação das compras é atribuída à expectativa de decisão da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) sobre créditos fiscais para biocombustíveis e à possível retomada das compras chinesas.
O programa 45Z deve redistribuir isenções de mistura, transferindo parte dos benefícios das refinarias menores para as maiores e ampliando a demanda por biodiesel à base de óleo de soja. Os estoques de etanol nos Estados Unidos atingiram 27,2 milhões de barris, acima dos 26,4 milhões da semana anterior, indicando expectativa de maior consumo. No comércio internacional, a China voltou a priorizar soja brasileira após normalização de entraves fitossanitários e operacionais, com estimativa de exportações do País entre 15,7 milhões e 16,3 milhões de toneladas em março.
Ao mesmo tempo, as vendas externas dos Estados Unidos permanecem cerca de 5% abaixo do ritmo necessário para atingir a meta anual do USDA. A viagem do presidente Donald Trump à China foi adiada para 14 e 15 de maio, reduzindo a janela para avanço comercial. Riscos estruturais para a safra futura incluem a suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia e a restrição de embarques de fertilizantes pela China até agosto, priorizando abastecimento interno, o que pode limitar a oferta para Brasil e Argentina. O cenário se soma à possibilidade de El Niño, ainda com incertezas sobre intensidade e timing, aumentando o risco de impactos nas próximas safras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.