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26/Mar/2026

Preços da soja se mantêm praticamente estáveis

No mercado interno de soja, os preços se mantiveram praticamente estáveis na maior parte das regiões nesta quarta-feira (25/03). O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (25/03) em queda no mercado brasileiro, refletindo a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a aversão ao risco e favoreceu moedas de países emergentes. A moeda norte-americana recuou 0,65%, e fechou a R$ 5,22. O movimento foi influenciado por sinais de possível acordo no Oriente Médio, o que contribuiu para a redução dos prêmios de risco globais. Apesar disso, o cenário ainda permanece incerto, com declarações indicando divergências nas negociações e possibilidade de intensificação do conflito. O dólar apresentou trajetória de queda, acompanhando o desempenho de outras moedas emergentes, mesmo com comportamento misto da divisa norte-americana no exterior. O contexto evidencia a elevada sensibilidade do câmbio brasileiro aos desdobramentos geopolíticos, especialmente em relação ao Oriente Médio, que seguem como principal vetor de volatilidade no curto prazo

Os contratos futuros de soja negociados na Bolse de Chicago encerraram a sessão desta quarta-feira (25/03) em alta, sustentados principalmente pelo avanço do óleo de soja e pela expectativa de maior demanda por biodiesel nos Estados Unidos. O contrato com vencimento em maio subiu 16,75 (+1,45%), e fechou a US$ 11,71 por bushel. O principal suporte veio do óleo de soja, que registrou valorização próxima de 2%, refletindo o otimismo com o setor de biocombustíveis. A expectativa de definição das metas de mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento de alta. O mercado aguarda a divulgação dos volumes obrigatórios para 2026 e 2027, o que pode indicar aumento na demanda por óleo vegetal e, consequentemente, por soja. Outro fator de suporte foi a movimentação cambial, com a valorização do real frente ao dólar, que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras e direcionar maior interesse para a soja norte-americana no mercado internacional. Dados de exportação indicam embarques brasileiros de 16,75 milhões de toneladas em março, crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando o ritmo elevado de oferta global. Por outro lado, o avanço das cotações foi limitado pela queda do farelo de soja. O cenário reforça a influência crescente do setor de biocombustíveis sobre os preços da soja.

Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, há registro de negócios a R$ 110,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 15 de abril, tanto para indústrias quanto para exportadores. Para a safra 2026/27, as indicações giram em torno de R$ 116,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em março de 2027. No Paraná, na região de Maringá, a indicação no mercado físico é de R$ 131,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em março e pagamento em 30 de abril, e R$ 132,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em abril e pagamento em 5 de maio. Há registro de negócios a R$ 125,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em abril e pagamento em maio. Para a safra 2026/27, as indicações no Porto de Santos (SP) situam-se em R$ 135,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em fevereiro de 2027 e R$ 136,00 por saca de 60 Kg CIF para março.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.