25/Mar/2026
No mercado interno de soja, os preços ficaram praticamente estáveis, com leve queda entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca de 60 Kg em algumas regiões nesta terça-feira (24/03). O dólar voltou a subir no mercado brasileiro nesta terça-feira (24/03), superando o nível de R$ 5,25, em um ambiente de maior aversão ao risco global associado à intensificação do conflito no Oriente Médio. A valorização da moeda norte-americana ocorreu de forma disseminada frente a divisas de países emergentes, refletindo a busca por ativos considerados mais seguros diante do aumento das incertezas geopolíticas. No mercado doméstico, o dólar encerrou com alta de 0,25%, cotado a R$ 5,25.
O movimento foi impulsionado pela deterioração do cenário externo, com novos desdobramentos do conflito e ausência de sinais concretos de desescalada, o que levou à reprecificação dos ativos e à elevação do prêmio de risco. A alta do petróleo, com o Brent novamente acima de US$ 100 por barril, reforçou as preocupações inflacionárias globais e contribuiu para a elevação dos rendimentos dos títulos norte-americanos, aumentando a atratividade do dólar. O cenário também segue influenciado pelas expectativas em relação à política monetária, com incertezas sobre o ritmo de cortes da taxa básica de juros, diante do ambiente externo mais volátil.
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (24/03) em baixa, pressionados pela valorização do dólar frente ao Real, fator que amplia a competitividade das exportações brasileiras. O vencimento maio recuou 0,73% (-8,50 cents), e fechou a US$ 11,55 por bushel. O fortalecimento do câmbio favorece o escoamento da safra brasileira, com estimativa de embarques superiores a 16 milhões de toneladas em março, reforçando a oferta global. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos registram desempenho mais fraco nas exportações.
As perdas foram parcialmente limitadas pela alta do petróleo, que tende a estimular a demanda por biodiesel. O mercado também acompanha a expectativa por definições sobre a política de biocombustíveis nos Estados Unidos, com possível anúncio de metas de mistura obrigatória nos próximos dias, o que pode influenciar a demanda por derivados da oleaginosa. No Brasil, o avanço da colheita contribui para o aumento da disponibilidade. A combinação de maior oferta brasileira, demanda externa enfraquecida nos Estados Unidos e influência cambial mantém o viés de pressão sobre as cotações no mercado internacional.
Em São Paulo, na região de Campinas, os compradores indicam entre R$ 129,50 e R$ 129,70 por saca de 60 Kg CIF, para abril. Para maio, as indicações variam entre R$ 130,50 e R$ 132,00 por saca de 60 Kg CIF. Para a safra 2026/27, as indicações oscilam entre R$ 134,00 e R$ 138,00 por saca de 60 Kg CIF, a depender do período de entrega. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, os compradores indicam entre R$ 112,00 e R$ 113,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/27, o cenário segue de paralisação, com indicações de compra entre R$ 116,0 e R$ 117,00 por saca de 60 Kg FOB.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.