24/Mar/2026
De acordo com a representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim, a China deve importar 108 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2026/27, com aumento de 2 milhões de toneladas em relação à estimativa para 2025/26, refletindo crescimento moderado da demanda interna. O avanço está associado principalmente ao maior consumo de farelo de soja pela indústria de ração, impulsionado pela expansão dos setores avícola e de aquicultura, que compensam a menor demanda do segmento de suínos, em processo de ajuste estrutural. No processamento, o volume de soja esmagada é projetado em 103,5 milhões de toneladas em 2026/27, incremento de 500 mil toneladas na comparação anual, acompanhando a evolução do consumo interno.
A demanda total doméstica deve alcançar 127 milhões de toneladas, frente a 126 milhões de toneladas no ciclo anterior, indicando crescimento gradual do mercado. Por outro lado, o consumo de óleos comestíveis apresenta tendência de enfraquecimento, influenciado por mudanças demográficas e alterações nos padrões alimentares da população. Adicionalmente, ajustes na política comercial, como a redução de tarifas sobre canola e farelo de canola provenientes do Canadá, podem favorecer a retomada dessas importações, aumentando a concorrência no mercado de oleaginosas e derivados. O cenário indica expansão moderada da demanda chinesa por soja, com impactos relevantes para o comércio global e para países exportadores, em um ambiente marcado por ajustes estruturais no consumo e na oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.