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24/Mar/2026

Moratória da Soja: organizações cobram McDonald's

O Greenpeace e a organização norte-americana Mighty Earth enviaram carta ao McDonald's solicitando que a rede pressione tradings globais a manter os critérios da Moratória da Soja e informe que cortará relações com fornecedores que abandonem compromissos de desmatamento zero. A iniciativa ocorre após o Supremo Tribunal Federal encaminhar à conciliação ações sobre o tema e suspender por 90 dias o julgamento das disputas legais. As entidades destacam que a pressão deve envolver empresas como Cargill, ADM, Bunge e Louis Dreyfus Company, com foco na manutenção dos critérios que restringem a comercialização de soja produzida em áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008.

Sem a permanência das grandes comercializadoras, torna-se inviável garantir que a cadeia de fornecimento de soja esteja livre de novo desmatamento no bioma. O documento recorda que o McDonald's teve papel central na criação da moratória há 20 anos, quando um relatório apontou soja de áreas desmatadas na cadeia de frango da rede. Desde então, a parcela da expansão da soja associada a desmatamento recente caiu de 30% para menos de 4%. As organizações alertam que, caso o acordo colapse, o desmatamento na Amazônia pode aumentar 30% até 2045. Movimentos internacionais somam pressão, com 12 grandes redes de varejo do Reino Unido e Europa cobrando compromissos de desmatamento zero das mesmas tradings, mantendo a data de corte de julho de 2008.

No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais comunicou em janeiro o início do processo de desfiliação do termo da moratória, concluído em fevereiro, motivado pela Lei 12.709/2024 de Mato Grosso, que veda incentivos fiscais a empresas que adotam exigências ambientais privadas acima da legislação federal. No âmbito judicial, o STF suspendeu o julgamento das ações que discutem leis de Mato Grosso e Rondônia relacionadas à moratória por 90 dias, direcionando o caso para tentativa de conciliação. Exportadores e organizações ambientais sustentam que o acordo é um instrumento adicional de controle do desmatamento, enquanto setores produtivos afirmam que impõe restrições privadas além da lei. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.