23/Mar/2026
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão de sexta-feira (20/03) em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pelo fortalecimento do dólar frente ao Real, fator que tende a estimular as exportações brasileiras e aumentar a competitividade do produto no mercado internacional. O contrato com vencimento em maio recuou 0,62% (-7,25 cents), e fechou a US$ 11,61 por bushel, acumulando desvalorização de 5,22% na semana passada. A perspectiva de maior volume exportado pelo Brasil contribuiu para o movimento, com estimativas apontando embarques de 16,32 milhões de toneladas em março, acima das 15,73 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
Além do câmbio, o mercado também foi influenciado por realização de lucros após sequência de altas recentes. O farelo de soja apresentou queda superior a 1%, ampliando a pressão sobre o complexo, após valorização acumulada nas sessões anteriores. No cenário externo, o desempenho das exportações dos Estados Unidos também limitou o suporte às cotações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam vendas semanais de 304,8 mil toneladas, no limite inferior das expectativas do mercado.
No acumulado do ano comercial, os embarques norte-americanos somam 36,79 milhões de toneladas, com retração de 18,7% em relação ao ciclo anterior. Na Argentina, as condições das lavouras apresentaram melhora recente, com aumento da proporção de áreas em boas ou excelentes condições e avanço na umidade do solo. A estimativa de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de oferta relevante na América do Sul.