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23/Mar/2026

Biodiesel: maior mistura ao diesel pode conter preços

O setor de processamento de soja defende que o Brasil amplie a mistura de biodiesel ao diesel como forma de mitigar os impactos da alta dos preços de energia, em meio ao cenário de instabilidade no mercado internacional provocado pelo conflito no Oriente Médio. A proposta inclui permitir que o mercado utilize misturas superiores ao percentual obrigatório atual, de 15%, de acordo com a demanda. O setor indica que há capacidade para avançar até uma mistura de 20%, conhecida como B20, o que poderia contribuir para reduzir a pressão sobre os preços do diesel. A elevação das cotações internacionais do petróleo aumentou o custo do diesel importado, tornando o biodiesel mais competitivo.

O Brasil importa cerca de um quarto do diesel consumido, o que amplia a sensibilidade do mercado interno às oscilações externas. Avaliações do setor indicam que um aumento da mistura para 17% já poderia reduzir ou neutralizar impactos recentes de alta no preço do combustível ao consumidor, funcionando como mecanismo de amortecimento em períodos de choque de preços. Apesar disso, o governo federal mantém cautela quanto à ampliação da mistura obrigatória, citando a necessidade de testes adicionais e preocupações com possíveis efeitos inflacionários, especialmente sobre os preços de óleos vegetais utilizados na alimentação.

Por outro lado, o cenário de safra recorde de soja, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas, reforça a avaliação de que há oferta suficiente para expandir a produção de biodiesel sem comprometer o abastecimento de alimentos. A maior produção também tende a ampliar a disponibilidade de farelo, com potencial efeito de redução de custos na cadeia de proteínas animais. A discussão sobre o aumento da mistura segue em análise no governo, em um contexto de busca por alternativas para reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis e garantir maior segurança no abastecimento energético. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.