19/Mar/2026
O mercado global de soja mantém elevada volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos, incertezas comerciais entre Estados Unidos e China e expectativas regulatórias no setor de biocombustíveis, enquanto a demanda consistente pelo esmagamento contribui para sustentar os preços. A oscilação recente das cotações reflete, em parte, a possibilidade de adiamento de um encontro entre lideranças de Estados Unidos e China, o que reduz as expectativas de retomada das compras chinesas da soja norte-americana no curto prazo. Esse fator enfraquece um dos principais vetores altistas do mercado. Por outro lado, a demanda interna nos Estados Unidos segue aquecida.
O volume de esmagamento em fevereiro alcança 208,7 milhões de bushels, resultado significativamente superior ao observado no mesmo período do ano anterior, reforçando o suporte às cotações e limitando movimentos mais intensos de queda. O complexo de óleos também contribui para a sustentação dos preços, em meio à valorização da energia no cenário internacional, que aumenta a competitividade dos biocombustíveis. Nesse contexto, o mercado acompanha com atenção a definição da política de mistura de biodiesel nos Estados Unidos, com expectativa de possíveis ajustes regulatórios que possam ampliar a demanda. Na América do Sul, o avanço da colheita no Brasil ocorre, mas ainda em ritmo inferior ao registrado no ano anterior, enquanto a expectativa de exportações permanece elevada para o mês de março.
Ajustes recentes nos procedimentos de inspeção sanitária contribuem para maior fluidez nos embarques. Na Argentina, a produção apresenta condições favoráveis, com estimativas indicando safra robusta. O conjunto da oferta sul-americana permanece confortável, o que limita movimentos mais prolongados de alta no mercado internacional. O cenário combina fatores de suporte, como a demanda por esmagamento e o segmento de biocombustíveis, com elementos de pressão, como a incerteza comercial e a oferta elevada, mantendo a volatilidade como principal característica no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.