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18/Mar/2026

Bolsa de Chicago: petróleo sustenta preços da soja

Segundo o Itaú BBA, a valorização do petróleo segue como principal fator de sustentação dos preços da soja na Bolsa de Chicago no curto prazo, ao ampliar a competitividade do biodiesel e melhorar as margens de esmagamento, fortalecendo a demanda pelo grão. Esse movimento ocorre mesmo em um contexto de estoques globais confortáveis, evidenciando a crescente correlação entre o mercado de energia, o óleo de soja e o complexo da oleaginosa. Para a safra 2026/27, a projeção indica expansão de 5% na área plantada nos Estados Unidos, totalizando 34,4 milhões de hectares, refletindo maior rentabilidade da soja em relação ao milho e o estímulo adicional proveniente da demanda por processamento.

No relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção global foi ajustada de 428 milhões para 427 milhões de toneladas, com redução na Argentina de 48,5 milhões para 48 milhões de toneladas. O esmagamento nos Estados Unidos foi elevado de 69,9 milhões para 70,1 milhões de toneladas, enquanto as importações da China foram mantidas em 112 milhões de toneladas. O estoque final global está estimado em 125 milhões de toneladas, com relação estoque/consumo próxima de 30%. No mercado internacional, a soja registrou valorização de 7% em fevereiro, atingindo US$ 11,24 por bushel, impulsionada pela expectativa de compras chinesas e pela alta do óleo de soja em função da valorização do petróleo diante das tensões no Oriente Médio.

Esse cenário reforça o papel do elo energético na formação de preços, com a soja respondendo às oscilações do óleo mesmo com fundamentos do grão relativamente estáveis. No Brasil, o avanço da colheita mantém pressão sobre os preços no mercado físico, limitando o repasse das altas externas ao produtor. A produção brasileira está estimada em 180 milhões de toneladas na safra 2025/26, representando crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior. Em Sorriso (MT), as cotações recuaram 5%, para R$ 100,00 por saca de 60 Kg, refletindo o aumento da oferta no período.

No Rio Grande do Sul, a irregularidade climática observada em janeiro e fevereiro reduziu a estimativa de produção para 19 milhões de toneladas, queda de 11% frente à projeção inicial, embora ainda represente aumento de 15% em relação à safra 2024/25. O cenário combina sustentação externa via energia e esmagamento com pressão interna decorrente da oferta elevada, indicando manutenção de volatilidade nos preços e limitação do repasse positivo ao mercado doméstico no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.