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18/Mar/2026

Adiamento da Cúpula EUA-China reduz compras

O adiamento da cúpula entre os Estados Unidos e a China deve postergar também a conclusão de um acordo comercial e enfraquecer as expectativas de compras adicionais de soja norte-americana. Inicialmente, a China indicou disposição para adquirir cerca de 25 milhões de toneladas de produtos agrícolas no próximo ano comercial, sem mencionar as 8 milhões de toneladas adicionais de soja da safra atual, que haviam sido defendidas anteriormente pelas autoridades americanas. Com isso, o mercado passou a rever o volume potencial de negócios, reduzindo-o para uma faixa estimada entre 3 milhões e 5 milhões de toneladas, praticamente sem efeito sobre o balanço geral, o que pode levar o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a ajustar para baixo sua projeção de exportações.

No curto prazo, a demanda chinesa por soja já se mostra relativamente atendida, enquanto o país apresenta maior flexibilidade para absorver outros produtos agrícolas, especialmente milho. Eventuais compras adicionais de soja tendem a migrar para o cereal diante da limitação do espaço para o grão. Do ponto de vista geopolítico, a China precisa equilibrar sua relação com o Irã e com outros países da região, o que influencia a condução das negociações. O adiamento da cúpula pode estar relacionado tanto a pressões derivadas do conflito regional quanto à decisão americana de concentrar internamente a gestão da crise, incluindo a possibilidade de limitar a participação chinesa em questões estratégicas no Estreito de Ormuz.

Para a formação de preços, a atenção do mercado se volta para as diretrizes de biocombustíveis dos Estados Unidos (RVO), cuja divulgação é aguardada nos próximos dias, podendo atuar como fator de suporte importante. Do lado da oferta, o avanço da colheita de soja no Brasil, que segue em ritmo recorde, aumenta a pressão sobre as cotações, já que produtores intensificam vendas para não perder competitividade no mercado internacional. Nos próximos dias, o acompanhamento do ritmo das negociações comerciais e de possíveis sinais antecipados de compras chinesas permanece essencial, considerando que, em acordos anteriores, importadores passaram a atuar antes mesmo da formalização dos contratos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.