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18/Mar/2026

EUA: produtor quer mais acesso ao mercado chinês

Produtores norte-americanos de soja intensificam a pressão por avanços nas negociações comerciais com a China, com foco na ampliação das compras da commodity e na redução de barreiras tarifárias. A demanda ocorre em um momento de dificuldades financeiras no início da temporada de plantio de 2026, em meio ao aumento dos custos de produção e à necessidade de maior previsibilidade nas exportações. A Associação Americana de Soja solicitou que a commodity seja priorizada nas tratativas bilaterais e que sejam assegurados novos compromissos de compra por parte da China. Entre os pleitos, destaca-se a remoção da tarifa retaliatória remanescente de 10% sobre as importações, considerada um fator limitante para a competitividade do produto norte-americano no mercado asiático.

Apesar de acordos firmados anteriormente, o setor avalia que os volumes comprometidos ainda são insuficientes. Em negociação realizada em outubro, foi estabelecido o compromisso de aquisição de 12 milhões de toneladas no restante de 2025 e de 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Ainda assim, os produtores defendem a inclusão de um volume adicional de 8 milhões de toneladas no atual ano comercial, que se encerra em 30 de agosto, como forma de reforçar a demanda no curto prazo. Historicamente, a China importa entre 25 milhões e 30 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por ano, patamar superior ao atualmente acordado para o ciclo 2025/26. A diferença entre os volumes tradicionais e os compromissos vigentes amplia a percepção de risco para o setor produtivo, especialmente diante da elevação dos custos de insumos.

No ciclo 2024/25, os embarques norte-americanos para a China totalizaram 22,6 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 9,9 bilhões. A manutenção desse nível de exportações, sem expansão proporcional à elevação dos custos operacionais, tende a intensificar a pressão financeira sobre a economia rural dos Estados Unidos. O cenário evidencia a dependência do mercado chinês para o escoamento da soja norte-americana e reforça a necessidade de acordos comerciais mais robustos. A ampliação do acesso ao principal destino das exportações é vista como essencial para restabelecer margens e reduzir a vulnerabilidade dos produtores em um ambiente de custos elevados e maior incerteza no comércio internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.