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13/Mar/2026

Preços internacionais da soja se mantêm firmes

Segundo a StoneX, o mercado internacional de soja permanece sustentado por expectativas relacionadas ao mandato de biocombustíveis nos Estados Unidos e por especulações sobre um possível encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, previsto por agentes de mercado para o início de abril. Operadores acompanham rumores de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) pode anunciar em breve novas diretrizes para o mandato de biocombustíveis, com especulações de que entre 50% e 75% das isenções concedidas a pequenas refinarias seriam realocadas para grandes unidades.

A expectativa no mercado é de que a decisão seja divulgada ainda nesta sexta-feira (13/03) ou no início da próxima semana, cenário que tem contribuído para reduzir posições vendidas e dar suporte às cotações. Ao mesmo tempo, relatos entre comerciantes indicam dificuldades operacionais envolvendo embarques de soja do Brasil destinados à China, relacionadas a exigências documentais e inspeções mais rigorosas. A possibilidade de desaceleração no fluxo brasileiro coincide com as especulações sobre um eventual encontro entre Trump e Xi, elemento que também tem sido incorporado às avaliações do mercado.

No âmbito da oferta, a safra sul-americana segue robusta. O Paraguai projeta produção recorde de 11,5 milhões de toneladas. No Brasil, as estimativas permanecem entre 177 milhões e 183 milhões de toneladas, enquanto a colheita já ultrapassa metade da área cultivada. As exportações brasileiras superaram 7 milhões de toneladas em fevereiro e a projeção para março supera 16 milhões de toneladas. Na Argentina, a produção é estimada entre 47,5 milhões e 48,5 milhões de toneladas, com início da colheita previsto para o começo de abril. No mercado de fertilizantes, o conflito no Oriente Médio vem provocando atrasos logísticos e paralisações em plantas produtoras, reduzindo temporariamente a disponibilidade de insumos.

A interrupção de embarques e de operações industriais pode exigir posteriormente um esforço de recomposição da produção global. O cenário tende a se tornar mais restritivo caso grandes produtores priorizem o abastecimento doméstico. A China já sinalizou que não pretende exportar fertilizantes antes de agosto, prazo que pode ser ampliado dependendo da evolução do conflito e das condições de oferta global. As incertezas também têm influenciado decisões de comercialização. Nos Estados Unidos, produtores aproveitaram a recente alta das cotações para ampliar as vendas, registrando um dos níveis de comercialização mais elevados dos últimos dois anos.

Na Europa, por outro lado, os agricultores permanecem mais cautelosos diante do risco de custos mais elevados de fertilizantes no próximo ciclo de plantio. O receio é de que a venda antecipada da produção possa coincidir com um aumento expressivo dos custos de insumos para o plantio de inverno. Diante desse cenário, produtores europeus têm preferido aguardar melhores condições de mercado antes de avançar com novas negociações. Em alguns casos, alternativas começam a ser consideradas para mitigar a escassez de fertilizantes minerais. Produtores têm buscado esterco proveniente de propriedades pecuárias como insumo substituto, estratégia que tem ganhado espaço em determinadas regiões da Europa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.