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12/Mar/2026

Biodiesel: entidades do Agro defendem mistura B17

Entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira divulgaram carta aberta ao governo federal solicitando a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% (B17). O documento, assinado por 43 organizações do setor produtivo, argumenta que a medida pode reduzir a dependência brasileira de importações de diesel, conter pressões sobre os preços dos combustíveis e ampliar a segurança energética do País. A proposta surge em meio à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à recente alta das cotações internacionais do petróleo, fatores que aumentam a volatilidade no mercado de combustíveis. O pedido também ocorre em um momento em que o próprio governo ainda não definiu a etapa anterior do cronograma. A Lei do Combustível do Futuro previa a elevação da mistura de 15% para 16% (B16) a partir de 1º de março, mas a mudança ainda não entrou em vigor.

A decisão sobre o percentual de mistura cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), colegiado composto por 18 ministros de Estado. A reunião do órgão prevista para 12 de março foi cancelada, e o próximo encontro está programado para o dia 19 de março. No documento, as entidades afirmam que ampliar a mistura de biodiesel seria uma resposta rápida para reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional de petróleo e fortalecer o uso de combustíveis renováveis. O setor também destaca que o momento coincide com o período de escoamento da safra agrícola, fase em que a demanda por diesel tende a crescer devido ao aumento do transporte rodoviário de cargas. Segundo representantes da cadeia do biodiesel, em algumas regiões produtoras o diesel fóssil já ultrapassa R$ 9 por litro, enquanto o biodiesel puro (B100) é comercializado abaixo de R$ 5,70 por litro. As entidades afirmam ainda que o País possui capacidade industrial e disponibilidade de matéria-prima suficientes para absorver o aumento da mistura sem risco de desabastecimento.

A atual safra de soja, com produção estimada em níveis recordes e preços da oleaginosa relativamente baixos, também favorece a competitividade do biocombustível. Do ponto de vista técnico, o setor argumenta que a utilização de percentuais mais elevados de biodiesel é compatível com a frota existente e atende aos padrões de qualidade estabelecidos no País. Entre as organizações signatárias estão a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de federações estaduais da agricultura e outras associações setoriais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.