12/Mar/2026
O setor de biodiesel de Mato Grosso defende a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil no Brasil. A proposta prevê elevação do teor atual de 15% (B15) para 16% (B16), com possibilidade de avanço gradual até 20% (B20). A iniciativa busca reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado interno, cenário associado às tensões geopolíticas no Oriente Médio. A dependência de importações também contribui para a vulnerabilidade do mercado doméstico, uma vez que aproximadamente 25% do diesel consumido no País é adquirido no exterior, o que amplia a exposição a oscilações cambiais e às variações dos preços internacionais de energia. No mercado interno, o diesel fóssil já ultrapassa R$ 9 por litro em algumas regiões do País.
Em Mato Grosso, o biodiesel puro (B100) apresenta valores inferiores a R$ 5,70 por litro, o que reforça a avaliação de que maior participação do biocombustível na mistura poderia atenuar pressões de custo, especialmente durante o período de colheita da safra de soja. A indústria nacional de biodiesel dispõe de capacidade produtiva para atender a um eventual aumento do percentual de mistura, especialmente diante da disponibilidade de matéria-prima proveniente da safra agrícola. O setor também avalia que a ampliação do uso de biocombustíveis está alinhada às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de expansão da participação de energias renováveis na matriz energética brasileira. A proposta de transição para o B16 é defendida com a necessidade de previsibilidade regulatória e segurança jurídica, de forma a garantir a qualidade do combustível, preservar a confiança do mercado e contribuir para as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.