11/Mar/2026
No mercado interno de soja, os preços apresentaram baixa entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta terça-feira (10/03). O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (10/03) em leve queda no mercado brasileiro, acompanhando o comportamento da moeda norte-americana frente à maioria das divisas de países emergentes e exportadores de commodities. O movimento ocorreu em meio a sinais de redução das tensões geopolíticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que favoreceram a recuperação de ativos de risco. A moeda norte-americana encerrou com recuo de 0,13%, cotado a R$ 5,15.
O desempenho do Real foi influenciado por ajustes técnicos e realização de lucros após ganhos recentes frente a outras moedas emergentes. No cenário internacional, o mercado reagiu a indicações de que os Estados Unidos não estariam dispostos a prolongar o conflito com o Irã. Esse ambiente favoreceu o desempenho de moedas latino-americanas, incluindo o Real, especialmente em um contexto de forte volatilidade nos preços do petróleo.
As cotações do petróleo recuaram. Esse movimento contribuiu para aliviar parte das pressões sobre os mercados financeiros. Investidores acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos referente a fevereiro. A avaliação predominante é de manutenção da taxa básica de juros na próxima reunião do Federal Reserve. As projeções indicam possibilidade de retomada do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos no segundo semestre de 2026.
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago registraram valorização nesta terça-feira (10/03), sustentados pela expectativa de ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em maio fechou a US$ 12,01 por bushel, com alta de 5,50 cents ou 0,46%. O movimento ocorreu em um ambiente de atenção do mercado para possíveis negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A expectativa é de que encontros entre autoridades dos dois países possam resultar em compromissos adicionais de compras da oleaginosa norte-americana.
Avaliações do mercado indicam que volumes adicionais de cerca de 8 milhões de toneladas, mencionados anteriormente no contexto das negociações, apresentam baixa probabilidade de concretização. As projeções mais recorrentes apontam para compromissos situados entre 2 milhões e 5 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a competitividade da soja brasileira permanece elevada, com oferta mais barata sendo adquirida por esmagadoras chinesas para preservação de margens. O relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve projeções amplamente alinhadas às expectativas do mercado.
A valorização da soja foi parcialmente limitada pela forte queda do petróleo no mercado internacional. A redução nas cotações diminui o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel, o que reduz o suporte à demanda por óleo de soja. O óleo de soja registrou recuo de 0,73%. Outro fator de limitação para os ganhos foi o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de safra recorde no País. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, os compradores indicam entre R$ 110,00 e R$ 111,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/2027, as indicações de compra são de R$ 117,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e pagamento em março de 2027.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.