11/Mar/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago registraram valorização nesta terça-feira (10/03), sustentados pela expectativa de ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em maio fechou a US$ 12,01 por bushel, com alta de 5,50 cents ou 0,46%. O movimento ocorreu em um ambiente de atenção do mercado para possíveis negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A expectativa é de que encontros entre autoridades dos dois países possam resultar em compromissos adicionais de compras da oleaginosa norte-americana. Avaliações do mercado indicam que volumes adicionais de cerca de 8 milhões de toneladas, mencionados anteriormente no contexto das negociações, apresentam baixa probabilidade de concretização.
As projeções mais recorrentes apontam para compromissos situados entre 2 milhões e 5 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a competitividade da soja brasileira permanece elevada, com oferta mais barata sendo adquirida por esmagadoras chinesas para preservação de margens. O relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve projeções amplamente alinhadas às expectativas do mercado. A estimativa de produção de soja do Brasil foi mantida em 180 milhões de toneladas. Para a Argentina, a projeção de produção foi reduzida de 48,50 milhões de toneladas para 48 milhões de toneladas na safra 2025/26. Nos Estados Unidos, os estoques finais de soja projetados para 2025/26 permaneceram em 9,52 milhões de toneladas. No cenário global, a estimativa de estoques mundiais foi revisada de 125,51 milhões de toneladas para 125,31 milhões de toneladas.
A valorização da soja foi parcialmente limitada pela forte queda do petróleo no mercado internacional. A redução nas cotações energéticas diminui o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel, o que reduz o suporte à demanda por óleo de soja. O óleo de soja registrou recuo de 0,73%. Outro fator de limitação para os ganhos foi o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de safra recorde no país. O ritmo de colheita alcançou 50,6% da área semeada, com avanço de 8,9% em relação ao levantamento anterior. Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 60,9% da área já havia sido colhida, os trabalhos apresentam atraso. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 48,5%, observa-se avanço de 2,1%.