11/Mar/2026
Segundo a VLI, o transporte de soja pelo Corredor Norte registrou crescimento de 10% em 2025, alcançando 9 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), ante 8,2 bilhões de TKU movimentados em 2024. O resultado representa expansão acumulada de 67% desde 2020. O Corredor Norte conecta os Estados do Maranhão e do Tocantins e concentra fluxos logísticos provenientes da região do Matopiba, que abrange áreas dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A evolução dos volumes transportados reflete avanços operacionais e maior eficiência na organização do fluxo logístico de grãos na região.
Além da soja, o corredor também movimenta combustíveis, milho, farelo de milho, farelo de soja, celulose e ferro-gusa. Considerando todas as cargas transportadas, o volume total movimentado na região aumentou de 5,8 bilhões de TKU em 2015 para 14,4 bilhões de TKU em 2024, crescimento próximo de 150% em um período de dez anos. Parte dos ganhos de eficiência operacional está associada ao uso de composições ferroviárias de grande porte, conhecidas como tricotrol. Esse modelo reúne três blocos de 80 vagões, cada um tracionado por uma locomotiva, totalizando até 240 vagões por trem.
Nessa configuração, é possível transportar até 30 mil toneladas em uma única viagem, ampliando a produtividade no escoamento da produção agrícola. O sistema logístico da companhia já opera para atender os embarques da safra brasileira de soja de 2026 destinada à exportação. O transporte do grão ocorre principalmente pelos corredores Sudeste, Leste e Norte, que utilizam a Ferrovia Centro-Atlântica para acesso ao Porto de Santos e ao sistema portuário do Espírito Santo, além das rotas direcionadas aos portos da Região Norte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.