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09/Mar/2026

Biodiesel: setor produtivo solicita elevação da mistura (B17)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a elevação da mistura mínima obrigatória de biodiesel no óleo diesel dos atuais 15% para 17%. O pedido foi encaminhado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em meio às preocupações do setor produtivo com os efeitos da escalada do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos combustíveis. A intensificação das tensões geopolíticas tem provocado elevação nas cotações internacionais do petróleo e ampliado os riscos de impacto sobre o custo do diesel no mercado doméstico. Nesse contexto, a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel é apontada como medida capaz de aumentar a oferta de combustíveis no País, reduzir pressões logísticas e fortalecer a segurança energética. A referência internacional do petróleo, o Brent, atingiu US$ 84,00 por barril, acumulando alta superior a 20% em relação ao final de fevereiro.

Como parâmetro histórico, na iminência da Guerra entre Rússia e Ucrânia, o preço do barril registrou valorização de cerca de 40%, movimento que resultou em elevação de 21% nos preços de distribuição e de 23% nos preços de revenda do diesel no Brasil. A implementação da mistura de 16% de biodiesel (B16) estava prevista para entrar em vigor em 1º de março, conforme o cronograma estabelecido anteriormente, mas a medida não foi efetivada. Diante do novo cenário geopolítico, a entidade considera que a adoção imediata do B17 representa uma alternativa adequada para reduzir potenciais pressões sobre os preços do combustível. A elevação do custo do diesel se tornou a principal preocupação do setor produtivo no momento, especialmente durante o período de colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2036) e preparação das áreas para o plantio da 2ª safra de 2026, etapas que demandam elevado consumo de combustível nas operações mecanizadas.

Nesse contexto, a ampliação preventiva da mistura de biodiesel é vista como instrumento para conter aumentos adicionais e evitar possíveis distorções no mercado. Pelo lado da oferta de matéria-prima, a entidade destaca que o Brasil se encontra em plena colheita de soja, com expectativa de safra recorde, o que garante ampla disponibilidade de insumos para a indústria de esmagamento e produção de biodiesel. Além disso, os preços da soja permanecem abaixo dos níveis observados desde a pandemia de Covid-19, fator que contribui para manter a competitividade do biocombustível frente ao diesel fóssil. A definição do percentual mínimo de biodiesel adicionado ao diesel é de competência do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que possui reunião prevista para esta semana, quando o tema poderá ser incluído na pauta de deliberações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.