04/Mar/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram esta terça-feira (03/03) em alta, sustentados pela expectativa de realização de reunião de cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, apesar das tensões decorrentes dos ataques norte-americanos ao Irã. O vencimento maio avançou 6,50 cents, equivalente a 0,56%, e fechou a US$ 11,70 por bushel. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir em Paris no fim da próxima semana para discutir possíveis acordos comerciais vinculados ao encontro entre os líderes.
O mercado vinha demonstrando preocupação com a possibilidade de que a escalada do conflito envolvendo o Irã pudesse adiar ou cancelar a cúpula em Pequim. A sinalização de que as reuniões preparatórias seguem conforme o cronograma contribuiu para reduzir parte das incertezas. O avanço do petróleo, em alta pelo segundo dia consecutivo após o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, também ofereceu suporte às cotações. A região é estratégica para o transporte de petróleo, gás e diversas commodities no Oriente Médio, e a elevação dos preços da energia tende a influenciar o complexo agrícola.
Os ganhos, contudo, foram limitados pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais diante da intensificação do conflito no Oriente Médio. O movimento fortaleceu o dólar frente ao Real, fator que pode estimular as exportações brasileiras e ampliar a concorrência no mercado internacional. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até o dia 28 de fevereiro, 41,7% da área plantada com soja na safra 2025/26 havia sido colhida. O avanço foi de 9,8% na semana, mas permanece abaixo dos 48,4% registrados no mesmo período do ano passado. Ainda assim, os trabalhos superam a média dos últimos cinco anos, de 38,4%, indicando ritmo consistente de retirada da oleaginosa do campo.