ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

04/Mar/2026

EUA: soja ganha área em 2026/2027 e milho recua

A safra norte-americana 2026/27 inicia com reconfiguração da área cultivada, marcada por migração parcial do milho para a soja, conforme projeções do Fórum Outlook do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa indica aumento da área de soja para 34,4 milhões de hectares, enquanto o milho deve recuar para 38 milhões de hectares.

A redistribuição reflete ajuste econômico baseado na relação de preços e nas margens relativas. O milho saiu de um ciclo de forte expansão, com produção recorde e pressão sobre os estoques, enquanto a soja preservou relação estoque/uso mais ajustada. Os fundamentos iniciais do novo ciclo são considerados confortáveis, com a soja apresentando relação estoque/uso de 8% e o milho de 11,4%. O milho encerrou o ciclo anterior com 54 milhões de toneladas em estoque, configurando entrada na temporada 2026/27 sem sinais de aperto de oferta.

Nesse contexto, a formação de preços tende a depender de catalisadores externos, especialmente clima e demanda chinesa. O balanço da soja apresenta maior sensibilidade: uma redução de 2% na produtividade pode levar a relação estoque/uso para menos de 7%. Para o milho, seriam necessárias perdas superiores a 5% na produtividade para reduzir de forma relevante o excedente global.

O fluxo de compras da China entre Estados Unidos e Brasil também influencia prêmios e cotações na Bolsa de Chicago, enquanto o câmbio complementa o quadro de formação de preços. O dólar futuro opera sob viés pressionado abaixo de R$ 5,17, nível que pode amortecer internamente eventual reação das cotações em Chicago motivada por fatores climáticos.

Para o produtor brasileiro, o ambiente exige gestão ativa de comercialização, uma vez que movimentos estruturais de alta dependem de adversidades climáticas nos Estados Unidos ou alterações significativas no fluxo de compras chinesas. Na ausência desses vetores, o mercado tende a oscilar dentro de faixas técnicas, com devolução de movimentos especulativos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.