04/Mar/2026
A Bolsa de Comércio de Rosário informa que a Argentina iniciou a colheita 2025/2026 com vendas historicamente fracas na soja. As vendas antecipadas de soja 2025/2026 somam 5,6 milhões de toneladas, correspondentes a apenas 12% da produção projetada. Trata-se do segundo menor volume da série histórica, desconsiderados anos de seca, e o menor nível de comercialização pré-colheita em pelo menos doze anos. No complexo soja, o destaque internacional concentra-se no óleo. Na Bolsa de Chicago, a cotação superou US$ 1.330 por tonelada, maior nível desde setembro de 2023.
As indústrias dos Estados Unidos operam em ritmo recorde de esmagamento, acumulando 29,6 milhões de toneladas processadas na safra atual, volume 3 milhões superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior. O USDA projeta esmagamento de 70 milhões de toneladas em 2025/26, com 6,7 milhões de toneladas de óleo destinadas ao biodiesel, equivalentes a 49% da produção prevista. Para 2026/27, estimativas preliminares indicam aumento de 17% no uso de óleo para biocombustível, o que demandaria aproximadamente 6 milhões de toneladas adicionais de soja para processamento.
No campo comercial, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos invalidando o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para sustentar tarifas recíprocas alterou o ambiente de negociação externa. Ainda assim, a soja manteve viés positivo, apoiada na expectativa de compras adicionais da China e na forte demanda doméstica norte-americana. Fundos ampliaram posição comprada em soja em cerca de 150 mil contratos nas últimas quatro semanas, equivalentes a aproximadamente 20 milhões de toneladas, além de reforçarem posições em óleo e reduzirem vendas em farelo. A magnitude da movimentação eleva o risco de volatilidade em caso de desmonte de posições. Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.