03/Mar/2026
A estimativa de produção de soja do Brasil na safra 2025/26 foi reduzida em 2,1%, passando de 181,6 milhões para 177,8 milhões de toneladas, o que representa corte de 3,8 milhões de toneladas em relação à projeção anterior. Apesar do ajuste, o volume ainda configura novo recorde nacional. A revisão decorre principalmente dos impactos climáticos observados na Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde as chuvas ocorreram de forma tardia e irregular.
O Estado registrou o maior ajuste negativo entre as unidades da federação. A produtividade recuou 11,8%, de 3,30 toneladas por hectare para 2,91 toneladas por hectare, ficando abaixo de 3 toneladas por hectare. A produção foi reduzida de 22,9 milhões para 20,2 milhões de toneladas, com área plantada estável em 6,9 milhões de hectares. Considerando o ciclo mais tardio da soja no Estado, o avanço da colheita nas próximas semanas ainda poderá gerar novas revisões.
No Paraná, a produção foi estimada em 23,1 milhões de toneladas, queda de 3,0% frente aos 23,8 milhões projetados anteriormente. A produtividade recuou de 3,93 toneladas por hectare para 3,81 toneladas por hectare, com área mantida em 6,1 milhões de hectares. Rondônia apresentou a única revisão positiva relevante no período, com aumento de 1,5% na produção, de 2,843 milhões para 2,886 milhões de toneladas. A produtividade subiu de 3,96 toneladas por hectare para 4,02 toneladas por hectare.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a estimativa permaneceu em 49,1 milhões de toneladas, com produtividade de 3,79 toneladas por hectare e área de 13,0 milhões de hectares, sem alterações frente ao mês anterior. Mato Grosso do Sul registrou recuo de 1,7%, com produção ajustada de 15,9 milhões para 15,6 milhões de toneladas e produtividade reduzida de 3,60 toneladas por hectare para 3,54 toneladas por hectare. Goiás manteve a projeção em 19,9 milhões de toneladas. Na Bahia, houve corte de 2,1%, com produção estimada em 9,0 milhões de toneladas e produtividade de 4,11 toneladas por hectare.
No balanço de oferta e demanda, foram mantidas as estimativas de consumo doméstico em 65 milhões de toneladas e de exportações em 112 milhões de toneladas. Com a redução na produção, os estoques finais foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas. O ciclo de consumo ainda está em fase inicial, com o mercado acompanhando especialmente o ritmo das compras chinesas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.