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25/Feb/2026

Futuros de soja em alta acompanhando o derivado

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (24/02). Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do óleo de soja, que por sua vez foi impulsionado pela expectativa de maior demanda do setor de biodiesel. O mercado espera que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) apresente em breve suas recomendações para definir as exigências de mistura de biocombustíveis para 2026. Muitos participantes acreditam que a meta de mistura de biodiesel ficará bem acima do volume exigido para 2025.

O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O vencimento maio da soja em grão subiu 5,50 cents (0,48%), e fechou a US$ 11,55 por bushel. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, também deu algum suporte aos preços. Incertezas quanto a novas compras chinesas de soja norte-americana, após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado parte das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, limitaram os ganhos. Para alguns analistas, a decisão poderia reduzir a pressão norte-americana sobre a China e deixar o país menos propenso a fazer uma nova grande compra de soja dos Estados Unidos.

Mesmo assim, com o fim do feriado do ano novo lunar na China, traders mantêm a esperança de possíveis anúncios de vendas avulsas de soja para o país asiático. O avanço da colheita no Brasil também pesou sobre os contratos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o País colheu até o dia 21 de fevereiro 32,3% da área plantada com soja na safra 2025/2026. A retirada da oleaginosa do campo avançou 7,6% em uma semana, mas está atrás dos 36,4% observados em igual período do ano passado e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 36,6%.