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24/Feb/2026

Preços da soja ficam praticamente estáveis no Brasil

No mercado interno de soja, os preços ficaram praticamente estáveis nesta segunda-feira (23/02). O dólar fechou esta segunda-feira (23/02) praticamente estável ante o Real, ainda assim na menor cotação em quase 21 meses, enquanto no exterior a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas. O dólar fechou em leve baixa de 0,14%, a R$ 5,16, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$ 5,15. No ano, a moeda acumula agora queda de 5,82%. No início da sessão, o dólar chegou a oscilar no território positivo no Brasil, com alguns investidores realizando lucros recentes, mas o movimento perdeu fôlego rapidamente, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda. O recuo do dólar ante o Real ocorreu em um ambiente de cautela dos investidores com os desdobramentos da nova ofensiva comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump disse que outras tarifas podem ser usadas de forma "muito mais poderosa e desagradável". No campo geopolítico, também seguiram no radar as tensões entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, o boletim Focus divulgado mostrou que a expectativa para a taxa básica de juros no fim do ano foi de 12,25% para 12,13%. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao País, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta segunda-feira (23/02), revertendo ganhos iniciais. Durante a sessão, o dólar passou a cair menos ante o Real e o petróleo também reverteu a alta, o que se refletiu no desempenho da oleaginosa. O vencimento maio da soja em grão recuou 3,50 cents (0,30%), e fechou a US$ 11,49 por bushel. A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte das tarifas impostas por Donald Trump também influenciou os negócios. Para alguns, a decisão poderia reduzir a pressão norte-americana sobre a China e deixar o país menos propenso a fazer uma nova grande compra de soja dos Estados Unidos. Nesta época do ano, sem ser forçada, a China não teria por que comprar soja norte-americana. A China instou o governo dos Estados Unidos a abolir as tarifas unilaterais após o veredicto da Suprema Corte, mas Donald Trump anunciou no sábado (21/02) uma nova tarifa global de 15%. O mercado também foi pressionado pelo avanço da colheita no Brasil e por chuvas favoráveis na Argentina. Dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos foram outro fator baixista para as cotações.

No Paraná, no Porto de Paranaguá, tradings indicam R$ 123,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento em março. Para 2026/2027, tradings indicam R$ 150,00 saca de 60 Kg CIF no Porto de Paranaguá, para entrega em março e pagamento em abril de 2027, o equivalente a cerca de R$ 140,00 saca de 60 Kg FOB no interior. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, a indicação é de R$ 107,00 saca de 60 Kg CIF, para entrega e pagamento em março, e R$ 106,50 saca de 60 Kg, para abril. Na região norte, a indicação é de R$ 110,00 saca de 60 Kg FOB, para pagamento no fim de junho. Para a safra 2026/2027, há registro de negócios a US$ 20,00 saca de 60 Kg na região norte do Estado, para embarque em janeiro e pagamento em abril de 2027.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.