24/Feb/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta segunda-feira (23/02), revertendo ganhos iniciais. Durante a sessão, o dólar passou a cair menos ante o Real e o petróleo também reverteu a alta, o que se refletiu no desempenho da oleaginosa. O vencimento maio da soja em grão recuou 3,50 cents (0,30%), e fechou a US$ 11,49 por bushel. A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte das tarifas impostas por Donald Trump também influenciou os negócios. Para alguns, a decisão poderia reduzir a pressão norte-americana sobre a China e deixar o país menos propenso a fazer uma nova grande compra de soja dos Estados Unidos.
Nesta época do ano, sem ser forçada, a China não teria por que comprar soja norte-americana. A China instou o governo dos Estados Unidos a abolir as tarifas unilaterais após o veredicto da Suprema Corte, mas Donald Trump anunciou no sábado (21/02) uma nova tarifa global de 15%. O mercado também foi pressionado pelo avanço da colheita no Brasil e por chuvas favoráveis na Argentina. Segundo a AgRural, a colheita da safra brasileira atingia até o dia 19 de fevereiro 30% da área cultivada, em comparação com 21% uma semana antes e 39% em igual período do ano passado.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que chuvas no centro e no norte da área agrícola melhoraram a condição das lavouras de soja na última semana. A parcela da safra em condição boa ou excelente era de 33%, ante 32% na semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim diminuiu de 32% para 25%. Além disso, a área com condição hídrica adequada ou ótima aumentou de 56% para 66%. Dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos foram outro fator baixista para as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 669.865 toneladas de soja foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana até 19 de fevereiro, queda de 44,88% em relação à semana anterior.