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23/Feb/2026

Futuros de soja recuam acompanhando o derivado

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa na sexta-feira (20/02). O mercado foi pressionado pelo desempenho do óleo de soja, que recuou mais de 1%. O derivado, por sua vez, passou por realização de lucros após as altas recentes. Em 2026 até agora, o óleo de soja acumula valorização de mais de 20%, refletindo o avanço do petróleo e a expectativa de demanda do setor de biodiesel. O vencimento maio da oleaginosa recuou 2,75 cents (0,24%), e fechou a US$ 11,53 por bushel. Na semana passada, subiu 0,41%.

O avanço da colheita no Brasil, chuvas em áreas de cultivo na Argentina e a perspectiva de uma maior área nos Estados Unidos também pesaram sobre os contratos. No Fórum de Perspectivas Agrícolas, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que produtores devem semear 34,40 milhões de hectares com soja neste ano. A área representa aumento de 4,68% em relação aos 32,86 milhões de hectares do ano passado. A produção pode alcançar 121,11 milhões de toneladas, ante 116 milhões de toneladas em 2025/2026. A alta foi limitada pelo avanço de mais de 1,5% do farelo de soja.

O derivado foi impulsionado por vendas dos Estados Unidos que vieram acima do esperado. O USDA informou que exportadores do país venderam 480.900 toneladas de farelo na semana até 12 de fevereiro, enquanto analistas esperavam um volume de até 400 mil toneladas. Os dados de vendas de soja vieram dentro da expectativa e não tiveram grande impacto sobre as cotações. Segundo o USDA, exportadores venderam 798.200 toneladas de soja da safra 2025/2026 na semana encerrada em 12 de fevereiro. O volume representa alta expressiva em relação à semana anterior, mas queda de 20% na comparação com a média das quatro semanas anteriores.

Para 2026/2027, foram vendidas 66 mil toneladas. Analistas esperavam vendas totais entre 375 mil e 1,2 milhão de toneladas. Os futuros apresentaram reação contida à decisão da Suprema Corte que considerou ilegais algumas das tarifas do presidente Donald Trump. A natureza sem precedentes da situação, porém, deixou alguns operadores em alerta. Nem sequer se sabe se isso significará que as tarifas já arrecadadas terão de ser devolvidas, e tampouco quais delas serão revogadas. Logo após o anúncio, houve um breve aumento na volatilidade, mas esse movimento logo perdeu força. Diante de comentários anteriores do governo de que existem outros caminhos para impor tarifas, a preocupação do mercado diminuiu em relação à reação inicial.