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20/Feb/2026

Preço da soja em leve alta acompanhando Chicago

No mercado interno de soja, os preços apresentaram alta entre R$ 0,50 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg em algumas regiões nesta quinta-feira (19/02). O dólar fechou esta quinta-feira (19/02) perto da estabilidade ante o Real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante as demais divisas, com alguns agentes citando o efeito do fluxo de entrada de recursos no País sobre as cotações. O dólar fechou com leve baixa de 0,04%, a R$ 5,22. No ano, a divisa agora acumula baixa de 4,75%. A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda sustentou ganhos ante a maior parte das demais divisas, com os investidores atentos aos dados econômicos divulgados nos Estados Unidos e à mobilização de tropas norte-americanas ao redor do Irã. No Brasil, o dólar se manteve próximo da estabilidade, chegando a registrar leves quedas em alguns momentos.

O fluxo de entrada de recursos no País justifica o desempenho mais fraco do dólar ante o Real. Os agentes digeriram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que cedeu 0,2% em dezembro ante novembro. A retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas. O IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de carry trade. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas o mercado espera que o Banco Central inicie o ciclo de cortes em março. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira (19/02). Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do óleo de soja. O derivado acompanhou a alta do petróleo. O vencimento maio da oleaginosa subiu 7,00 cents (0,61%), e fechou a US$ 11,56 por bushel. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, também deu algum suporte às cotações. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a projeção para os embarques de soja em fevereiro. Ainda assim, o volume representa alta de 17,7% sobre fevereiro de 2025. Os ganhos foram limitados pela ausência de novas vendas avulsas de soja norte-americana para a China, pelo avanço da colheita no Brasil e por chuvas favoráveis em áreas de cultivo da Argentina. As primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/2027 também pesaram sobre os contratos.

No Paraná, o mercado comprador no Porto de Paranaguá (CIF) indica R$ 128,00 por saca de 60 Kg, para entrega em fevereiro e pagamento em 72 horas, avançando para R$ 131,00 por saca de 60 Kg, para entrega em março e pagamento em 20 de abril. Para pagamento no fim de abril, a indicação chega a R$ 131,50 por saca de 60 Kg CIF. No interior do Estado, as propostas de compra orbitam entre R$ 123,00 e R$ 125,00 por saca de 60 Kg CIF. Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, as indústrias indicam R$ 107,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento curto, ou R$ 109,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento em abril. As tradings indicam entre R$ 104,00 e R$ 105,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/2027, os compradores indicam entre US$ 19,20 e US$ 19,30 por saca de 60 Kg.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.