ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

20/Feb/2026

Futuros de soja em alta acompanhando o derivado

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira (19/02). Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do óleo de soja, que subiu mais de 1,5%. O derivado, por sua vez, acompanhou a alta do petróleo, que faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O vencimento maio da oleaginosa subiu 7,00 cents (0,61%), e fechou a US$ 11,56 por bushel. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, também deu algum suporte às cotações.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a projeção para os embarques de soja em fevereiro a 11,46 milhões de toneladas, recuo de 7,7% em relação aos 12,41 milhões de toneladas estimados na semana anterior. Ainda assim, o volume representa alta de 17,7% sobre os 9,73 milhões de toneladas de fevereiro de 2025. Os ganhos foram limitados pela ausência de novas vendas avulsas de soja norte-americana para a China, pelo avanço da colheita no Brasil e por chuvas favoráveis em áreas de cultivo da Argentina.

As primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/2027 também pesaram sobre os contratos. Durante o Fórum de Perspectivas Agrícolas, o USDA estimou que produtores devem semear 34,40 milhões de hectares com soja neste ano. A área representa aumento de 4,68% em relação aos 32,86 milhões de hectares do ano passado. Segundo o USDA, a produção pode alcançar 121,11 milhões de toneladas, ante 116 milhões de toneladas em 2025/2026. A produtividade tende a ficar estável na próxima safra, em 3,56 toneladas por hectare.