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19/Feb/2026

Preços da soja se manterão pressionados no Brasil

Segundo o relatório Monitor Agro do Bradesco, a pressão sobre os preços domésticos da soja não é passageira. A combinação de uma safra volumosa com o avanço da colheita pressiona os preços domésticos para baixo, dinâmica que deve se manter ao longo do ano. O diagnóstico parte de um dado: o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisaram para cima suas estimativas para a produção brasileira de soja em 2025/2026, com projeções entre 172,5 e 180 milhões de toneladas. O recorde é consenso. A colheita já alcançou 25% da área plantada, antecipando o escoamento do grão e derrubando as cotações internas.

A soja no Porto de Paranaguá (PR) acumula queda de 3,6% no ano, a R$ 120,91 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Chicago, o movimento é oposto. O contrato futuro opera a US$ 11,33 por bushel, com alta de 9,9% no ano. O Bradesco explica a divergência: mesmo em um ambiente global confortável, os preços de soja na Bolsa de Chicago estão elevados, com a percepção de escassez local nos Estados Unidos, onde o USDA manteve as exportações previstas em 8 milhões de toneladas entre março e agosto, mesmo volume do acordo entre Estados Unidos e China. No balanço global, a maior oferta não foi compensada por aumento do consumo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.