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19/Feb/2026

Futuros de soja encerraram praticamente estáveis

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira (18/02). O vencimento maio da oleaginosa ganhou 0,25 cent (0,02%), e fechou a US$ 11,49 por bushel. O mercado foi influenciado em parte pelo desempenho do óleo de soja, que avançou mais de 2%. O derivado, por sua vez, acompanhou a alta do petróleo, que faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível.

Segundo a Reuters, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) deve apresentar nesta semana suas recomendações para definir as exigências de mistura de biocombustíveis para 2026. O óleo de soja vem sendo impulsionado pela expectativa de que a meta de mistura de biodiesel fique bem acima do volume exigido para 2025. A forte demanda interna por soja nos Estados Unidos também deu algum suporte aos preços. A indústria norte-americana processou 6,03 milhões de toneladas de soja em janeiro, informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa). O volume representa aumento de 10,6% ante igual mês do ano passado e veio acima das expectativas do mercado.

Esses fatores foram contrabalançados pela ausência de novas vendas avulsas de soja norte-americana para a China. A StoneX observou que as exportações norte-americanas ainda estão 6% abaixo do ritmo necessário para atingir a meta anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço da colheita no Brasil também pesou sobre os contratos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil colheu 24,7% da área plantada com soja na safra 2025/2026 até o dia 14 de fevereiro. A retirada da oleaginosa do campo avançou 7,3% em uma semana, mas está atrás dos 25,5% observados em igual período do ano passado e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 27,1%.