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19/Feb/2026

Preços da soja devem ceder na Bolsa de Chicago

Segundo a AgResource, a soja tende a recuar abaixo de US$ 10,50 por bushel na Bolsa de Chicago nas próximas semanas, caso a China não confirme compras adicionais de grão norte-americano, enquanto a colheita no Brasil avança em ritmo regular e aumenta a oferta física disponível no mercado global. Com o balanço norte0americano mantido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a relação estoques/consumo de 8,2% nos Estados Unidos sustenta faixa de valor justo entre US$ 10,50 e US$ 11,50 por bushel. Para evitar o retorno da pressão baixista, seriam necessárias compras chinesas adicionais entre 3 milhões e 8 milhões de toneladas. É preciso ver algum progresso da China para impedir a volta de tendências baixistas de oferta. Na ausência desse movimento, o mercado volta a se guiar pela sazonalidade.

Nos anos recentes, sem perdas de produção relevantes na América do Sul, soja e milho na Bolsa de Chicago atingiram máximas na segunda metade de fevereiro para em seguida ceder, quando a colheita brasileira e o início da oferta argentina ampliam a disponibilidade física global. Há muito produto chegando ao mercado nos próximos 90 dias. O clima reforça esse quadro. No Brasil, a previsão de tempo mais seco em Mato Grosso e Paraná nos próximos cinco a sete dias favorece o ritmo da colheita, após relatos pontuais de lentidão e preocupações de qualidade na semana passada. A colheita em Mato Grosso deve ser concluída em cerca de três semanas, com cotações à vista em torno de US$ 8,80 por bushel, nível que estimula as vendas pelos produtores. Na Argentina, as chuvas recentes e previstas são consideradas próximas do ideal para milho e soja em fase reprodutiva, reduzindo riscos produtivos.

No Brasil, os embarques de soja já somam cerca de 21 milhões de toneladas comprometidas, volume 20% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Há uma flotilha de soja chegando aos portos chineses diariamente. Não há incentivo para que a China amplie compras de grão norte-americano neste momento. Eventuais altas dependeriam de decisões políticas, como compras chinesas adicionais, mas os ganhos tenderiam a ser passageiros. Pode haver uma alta de cerca de US$ 0,20 por bushel se a China entrar comprando, mas esse movimento parece estar próximo do fim. A preocupação é que o mercado perca fôlego enquanto aguarda a possível cúpula entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, prevista para início de abril. A recomendação segue sendo aproveitar os repiques para gestão de risco. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.