19/Feb/2026
Segundo a Biond Agro, o ritmo de comercialização da safra 2025/2026 de soja no Brasil está abaixo da média histórica. O avanço da colheita em diversas regiões simultaneamente gera um desequilíbrio entre o volume disponível e a capacidade logística de escoamento. Esse cenário resulta, simultaneamente, em pressão sobre as cotações no mercado físico, característica de períodos com produção elevada, e impede quedas mais profundas, já que a retração do produtor força a reação dos prêmios para atrair oferta. Esse é o momento clássico em que o mercado ajusta preços para destravar fluxo. Não é destruição de demanda, é excesso temporário de oferta física concentrada no mesmo período. A retração do produtor na comercialização tem forçado a reação dos prêmios para atrair a oferta necessária às exportações.
Diante dessa conjuntura, o principal risco para o ciclo 2025/2026 é a estratégia comercial. Os produtores devem aproveitar os ralis técnicos de preços para avançar nas vendas e proteger as margens de lucro. Esperar por altas sustentadas em um ambiente de grande oferta amplia a exposição ao risco. No mercado externo, a Bolsa de Chicago reflete a confirmação da safra cheia na América do Sul, o que reduz o prêmio de risco. Valorizações recentes no mercado internacional são atribuídas a fatores técnicos e ao reposicionamento de fundos de investimento, além de expectativas sobre a demanda da China. Essas altas são oportunidades táticas de venda, uma vez que não representam uma mudança de tendência estrutural. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.