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18/Feb/2026

Clima: Chance de El Niño supera 60% entre setembro e novembro

A probabilidade de formação de um El Niño supera 60% no trimestre setembro–outubro–novembro de 2026, segundo a atualização mais recente da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). A projeção indica aumento gradual das chances do fenômeno ao longo do segundo semestre, após a transição da atual La Niña para uma fase de neutralidade.

Atualmente, o Pacífico equatorial ainda apresenta características de La Niña. Em janeiro, o índice Niño-3.4 — que mede a temperatura da superfície do mar em área-chave do oceano — registrou -0,9°C, indicando águas mais frias que a média histórica. No entanto, o fenômeno vem perdendo intensidade.

A previsão oficial aponta que a La Niña deve dar lugar a uma fase neutra entre fevereiro e abril de 2026, com 60% de probabilidade. Essa neutralidade tende a predominar durante o verão do Hemisfério Norte (junho a agosto), quando a chance de permanência dessa condição é estimada em 56%.

É após esse período que os modelos passam a indicar fortalecimento do sinal de El Niño. O gráfico de probabilidades divulgado pela NOAA mostra crescimento contínuo das chances de aquecimento do Pacífico equatorial no segundo semestre, superando tanto a La Niña quanto a neutralidade nos cenários mais avançados de 2026.

Apesar da tendência, a agência ressalta que previsões realizadas nesta época do ano apresentam maior margem de incerteza. Ainda assim, os modelos já indicam aquecimento das águas subsuperficiais no Pacífico — um dos sinais precursores clássicos da instalação do El Niño.

O fenômeno é caracterizado por aquecimento de pelo menos 0,5°C acima da média na região central do Pacífico equatorial, acompanhado por alterações na circulação atmosférica e nos padrões de chuva. Quando estabelecido, pode provocar impactos relevantes sobre regimes de precipitação e temperatura em diversas regiões produtoras do mundo.

Embora a transição imediata seja para neutralidade, o foco do monitoramento climático passa a ser a possível formação de El Niño até o fim de 2026, com potenciais reflexos sobre a safra 2026/27.

Fonte: NOAA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.