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18/Feb/2026

Chuvas atrasam colheita da soja e pressionam milho 2ª safra

O excesso de precipitação no Centro-Norte entre a segunda quinzena de janeiro e o início de fevereiro passou a atrasar a colheita da soja e a reduzir a janela de plantio do milho segunda safra, criando novo ponto de atenção para o calendário agrícola. A avaliação consta no relatório Agro Mensal de fevereiro da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o banco, as chuvas concentradas em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e na região do Matopiba elevaram os níveis de umidade no solo, mas impuseram paralisações frequentes às operações de campo. A colheita da soja avançava próxima de 17% da área no início de fevereiro, com ritmo mais acelerado em Mato Grosso e progresso mais lento em Paraná, Minas Gerais e Bahia.

No Sul, o Rio Grande do Sul apresentou forte irregularidade climática, com predomínio de estiagem na maior parte do Estado e chuvas mais frequentes apenas na faixa leste. Na Argentina, a sequência de dias secos continuou afetando parte das lavouras, apesar de episódios pontuais de precipitação terem proporcionado alívio parcial.

O relatório destaca que o excesso de chuva também atrasou o início do plantio do milho 2ª safra, estreitando a janela justamente em um momento em que o plantio mais cedo da soja poderia ampliar a folga do calendário. Ainda assim, o Itaú BBA ressalta que o elevado nível de umidade favoreceu o estabelecimento das áreas já semeadas e sustentou o bom desenvolvimento das lavouras nas regiões menos impactadas, mantendo o risco produtivo sob controle até o momento.

Para fevereiro, a consultoria projeta manutenção do corredor de umidade no Centro-Norte. O cenário deve manter o solo abastecido e apoiar o desenvolvimento das lavouras, embora colheita e plantio sigam condicionados a breves intervalos de tempo firme.

No Sul, modelos climáticos indicam retorno de chuvas mais regulares a partir da segunda quinzena do mês, o que pode aliviar o estresse hídrico nas áreas mais afetadas e estabilizar o desenvolvimento das lavouras em fases sensíveis. Na Argentina, a recuperação gradual da umidade tende a preservar o potencial produtivo, especialmente na região de Buenos Aires.