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18/Feb/2026

Oferta maior pressiona os preços do farelo e do óleo de soja

exo soja iniciou 2026 com movimentos distintos entre seus derivados. O óleo registra valorização em Chicago, sustentado pela expectativa de maior demanda da indústria norte-americana de biodiesel, enquanto o farelo permanece pressionado. No mercado interno brasileiro, ambos os produtos recuam diante do avanço da colheita e da ampliação da oferta doméstica. O cenário mantém margens favoráveis ao esmagamento, apoiadas em grão mais barato e demanda firme por óleo, embora a maior disponibilidade interna limite reações de curto prazo.

Em Chicago, o farelo acumulou queda de 2,5% em janeiro frente a dezembro, encerrando a US$ 294 por tonelada. Fevereiro iniciou com leve recuperação, influenciada por clima mais seco na Argentina e valorização do grão. No mercado interno, porém, a tendência seguiu negativa. Em Rondonópolis (MT), os preços recuaram 1,1% na parcial do mês, para R$ 1.476 por tonelada.

O óleo de soja apresentou trajetória oposta no mercado externo. Em janeiro, avançou 4%, para 51,6 centavos de dólar por libra-peso, com continuidade da alta em fevereiro, quando acumulou ganho adicional de 7%, alcançando 55,2 centavos de dólar por libra-peso. No Brasil, o movimento foi inverso, com queda de 3% em janeiro e recuo adicional de 2,3% na parcial de fevereiro em Mato Grosso, onde o preço atingiu R$ 5.900 por tonelada. O avanço da colheita e o consumo doméstico mais lento ampliam a pressão sobre as cotações, mesmo antes da normalização plena da oferta.

Nos Estados Unidos, o esmagamento atingiu em dezembro recorde para o mês e o segundo maior volume mensal da série histórica, totalizando 6,12 milhões de toneladas, atrás apenas de outubro de 2025. No acumulado da safra 2025/26, entre outubro e dezembro, o processamento somou 18,2 milhões de toneladas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

No balanço global, houve revisão para cima no esmagamento do Brasil em 2025/26, de 60 para 61 milhões de toneladas. Com o ajuste, a produção mundial de farelo foi elevada para 289 milhões de toneladas, avanço de 2% frente à safra 2024/25, enquanto os estoques globais passaram para 19,5 milhões de toneladas, alta de 4%.

O principal vetor estrutural de sustentação do óleo permanece ligado à política de biocombustíveis dos Estados Unidos. A atualização das diretrizes dos créditos fiscais 45Z restringiu a elegibilidade a biocombustíveis produzidos com matérias-primas originárias de Estados Unidos, Canadá e México. A medida tende a reduzir importações de óleo usado de cozinha e sebo, estimulando o consumo doméstico de óleo de soja e reforçando a demanda pelo derivado nos próximos meses.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.