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13/Feb/2026

Mercado interno tem liquidez restrita e negociações pontuais

O mercado interno de soja segue com baixa liquidez, com negócios limitados a lotes pontuais destinados ao cumprimento de despesas imediatas do produtor. A combinação de dólar em recuo, prêmios pressionados e a proximidade do feriado de Carnaval mantém vendedores afastados das mesas de negociação. No Paraná e em Mato Grosso, predomina o sentimento de lateralização, com o produtor concentrado na colheita.

Na região de Maringá (PR), o mercado físico é descrito como travado em termos de ritmo de vendas. As indústrias praticamente se afastaram das compras, enquanto as tradings demonstram interesse apenas por lotes com entrega imediata. Para soja com disponibilidade até 20 de fevereiro e pagamento no fim de março, há indicação de R$ 129/saca CIF no Porto de Paranaguá. No entanto, a comercialização não avança em razão das chuvas que atrasam a colheita.

No interior do Estado, indústrias em Cambé indicam entre R$ 119,50 e R$ 120/saca CIF, com entrega e pagamento em março. O vendedor, por sua vez, resiste em patamares de R$ 130 a R$ 132/saca. A expectativa é de maior fluidez após o Carnaval, caso a estiagem prevista favoreça o avanço dos trabalhos de campo. Não há, até o momento, indicações ou negócios reportados para a safra 2026/27 na região.

Em Sorriso (MT), o cenário também é de vendas pontuais. Para exportação, negócios têm sido realizados a US$ 20/saca para execução em maio. Em moeda local, a indicação do comprador gira em torno de R$ 105/saca FOB. Para volumes maiores, vendedores buscam US$ 20/saca ou entre R$ 106 e R$ 106,50/saca FOB.

A comercialização da safra futura segue discreta. Tradings indicam R$ 108,50/saca FOB, enquanto produtores miram entre R$ 110 e R$ 112/saca FOB em vendas diretas ou US$ 20/saca em operações de barter.